Fora não há

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2018, vídeo, 3’33'‘, loop, dimensões variáveis

Trechos do vídeo

 

As paisagens desérticas com seus vastos campos de areia se configuram como as regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas no planeta. O choque com este ambiente que traz tamanha adversidade física nos despe das camadas civilizatórias aflorando instintos mais primitivos. Em um local de  contrastes e escassez extremos, somos remetidos à impulsos herdados de tempos imemoriais. 

 Essencialmente somos norteados pela busca de nossas origens e nosso destino. À procura de quem somos verdadeiramente. Em busca de onde devemos chegar. O processo civilizatório ocidental nos impele a buscar isso externamente. No entanto, não acredito que seja possível encontrar estas respostas fora. 

A escolha do deserto como uma metáfora  se deve ao fato desta paisagem estar em constante mutação nos deixando muitas vezes à deriva. Nesse espaço o tempo parece parar. Somos incitados à um estado de suspensão e desaceleração. Confrontar o vazio externo permitindo-se se perder no deserto talvez possibilite a gente se encontrar. 

Still do vídeo

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