Incessante

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2019, vídeoinstalação, loop, dimensões variáveis

Trechos do vídeo

 

Em nove cenas de poucos segundos, as imagens entram em embate com a nitidez retomada depois de instantes em que o foco se perde. Alegorias de ausência e presença, o desfoque e a nitidez das imagens funcionam como ferramenta de auto-compreensão, ritmadas pela respiração incessante, presente em cortes que introduzem relações entre a mão e o outro.Em contato com o desconhecido em objetos, sujeitos e elementos naturais, Incessante evoca a sensação de apaziguamento, confrontada com o esforço contínuo incerto, que busca preencher espaços internos. 

 A conexões existentes entre objeto e sujeito estruturam a obra, a exemplo da primeira cena em que a artista risca um fósforo, metáfora da luz efêmera, utilizado para acender uma vela. Outra metáfora de luz é seguida pela cena da mão a folhear um livro, que se assemelha ao gesto de abrir as folhas da janela. Nas duas ocasiões, a artista considera os atos que representam a busca por esclarecimento. Incessante também concentra em três cenas o contato com diferentes sujeitos, sendo a artista e seu filho, um animal e um homem. A cena é levada pela fluidez da água, que parece evocar experiências relativas a dissolução do corpo na natureza. O profundo e o enraizamento, por sua vez, aparecem no momento em que a mão escava um pedaço de terra.  

Cada cena reproduz ciclos que reforçam o valor do contato entre sujeito fragmentado pela mão da artista e aquele que ocupa a cena. A obra repete as ações como se todas pudessem comentar sobre os diferentes canais de comunicação que o corpo expressa em busca de satisfação, completude, afeto, iluminação e contato com o sublime. Incessante  resulta da tentativa de conexão interna por meio de relações com o mundo visível.

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