Revertido

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2018-2019, série de 6 dípticos fotográficos, 0,45 cm x 0,74 cm cada

Dípticos fotográficos, impressão jato de tinta com pigmento mineral em papel de algodão.

Dípticos fotográficos, impressão jato de tinta com pigmento mineral em papel de algodão.

 

As imagens que constituem a série Revertido foram realizadas entre meados de 2018 e o primeiro semestre de 2019. Ao trocar os pés pelas mãos, o corpo da artista aparece em diferentes locações, com areia, barro, grama, concreto, pedras e terra. Apoiado sobre as mãos, que ganham a condição de pés, estas funcionam como base e sustentação por instantes.  Para a mesma série, a imagem superior da obra foi produzida enquanto a artista mantinha-se deitada no chão, com as pernas soltas, que agiam como braços a mover-se no ar. Em cada obra, os céus recebem localidades imprecisas, que induzem a pensar sobre a passagem do tempo em cada espaço. Como se ao refletir sobre o céu da montanha, do litoral, da cidade, a série buscasse sinalizar geografias em desencontro, enquanto induz a pensar sobre o corpo replicado em diferentes contextos, revestido dos mesmos problemas. Ruchita comenta a obra como "uma metáfora sobre a dificuldade de se sentir em casa dentro de uma sociedade incoerente, a qual promove alienação, em vez de comunidade, conflito ineficaz, em vez de cooperação produtiva, mentalidade estreita, em vez de liberação da mente." 

A série Revertido é o resultado de performances realizadas para a fotografia, com a qual a artista reproduzia fisicamente a sensação de inadequação aos padrões e convenções sociais instituídos. Estar de ponta-cabeça é a imagem que parece melhor definir a condição daqueles que se sentem "fora de fase".

Registro de dois dípticos fotográficos

Registro de dois dípticos fotográficos